A produção de imagens tridimensionais
para a digitalização de obras arquitetônicas vem sendo colocada em pauta desde
meados dos anos 2000 como um método mais seguro de estudo e auxílio na
preservação do patrimônio arquitetônico. Um exemplo deste tipo de estudo
aconteceu em 2013 no projeto “Aleijadinho 3D”, realizado pela USP, com a
digitalização de algumas obras do escultor Aleijadinho. Dentre as obras
estudadas, três estão situadas na cidade de Ouro Preto: as igrejas da Ordem
Terceira de São Francisco de Assis, Nossa Senhora do Carmo e Nossa Senhora das
Mercês e Misericórdia.
O início da digitalização ocorre com o escaneamento
das formas de uma obra, que é feito com aparelhos especiais que analisam o
objeto e produzem a partir de vários ângulos diferentes arquivos chamados de
malha de pontos, que quando combinados correspondem a superfície do objeto. O
processo de obtenção dessa superfície através desse método é chamado de
triangulação.
Posterior ao escaneamento e a
triangulação são realizados os tratamentos das imagens tridimensionais com o
uso dos softwares Meshlab e Blender. Nestes softwares foram realizadas a
coloração do objeto, a retirada de elementos sem prejuízo do desenho
(amostragem), o tratamento de luz e sombras e a montagem dos elementos.
O resultado do estudo pode ser
encontrado no site http://migre.me/pHXaF onde
estão disponíveis mais informações, além de imagens, vídeos e uma navegação interativa
em 3D pelas obras do artista Aleijadinho.

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